Teoria do quebra cabeças ou seleção indireta, uma explicação sucinta e fácil de entender

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Neste texto eu pretendo explicar de maneira sucinta e simples como a teoria do quebra cabeças ou seleção indireta pode nos ajudar a compreender o funcionamento dos processos seletivos que produzem as variações extremas de personalidade, que a maior parte da psicologia continua a denominar como um ”transtorno” ou uma ”desordem” mental.

Partindo do fato de que todas as populações humanas apresentam a manifestação em maior ou menor grau destas condições sindrômicas, acredita-se que estas façam parte da gênese da espécie humana para que possamos compreender o porquê de, apesar da seleção negativa para a maioria delas, estas ainda continuarem a se manifestar dentro das populações humanas.

Portanto, temos de imaginar  um número muito pequeno de indivíduos que já carregavam os genes destas condições e que com o aumento da população, ocorreu uma maior variação de tipos tornando a reprodução humana para com estes tipos, menos provável de acontecer, porque quando há maior variabilidade, haverá maior chance de escolha e preferência pelo ”melhor” produto.

A incidência dos genes que predispõe para a manifestação das personalidades extremas foi e ”ainda” é prolífico, porque eles podem ser extremamente vantajosos, se herdados em doses homeopáticas. Exemplo, os genes que predispõe à depressão unipolar são ruins quando são aglutinados em um indivíduo, mas conferem muitas vantagens quando não são herdados por inteiro. Está é a lógica para qualquer polimorfismo.

Em resumo, todos os seres humanos carregam ao menos ”alguns genes” das personalidades extremas e dependendo do seu cônjuge isto poderá resultar na manifestação de alguma destas personalidades extremas em um de seus filhos. Todos os seres humanos estão em maior ou menor grau, suscetíveis de terem filhos esquizofrênicos, autistas, psicopatas, bipolares, homossexuais, altos, baixos etc…  porque todos carregam os genes em maior ou menor quantidade para a manifestação destas condições.

Todos os outliers nascem de pessoas comuns. Então temos, bilhões de seres humanos que procriam e produzem proles sem a manifestação das personalidades extremas. Destes bilhões, alguns milhões são mais suscetíveis a produzir proles com a manifestação das personalidades extremas. A maioria das combinações genéticas pai e mãe de acasalamento resultará no ser humano comum, como uma espécie de retalho de arremedos das personalidades extremas.

Pessoas comuns fazem pessoas comuns na maior parte das vezes,

Em uma minoria heterozigota, 30%?? … nascerão as pessoas que carregam mais do que simples arremedos dos genes que predispõe para a manifestação fenotípica completa das personalidades extremas. Deste grupo, nascerão a maioria dos portadores destas condições sindrômicas.

Vale ressaltar que a natureza ”recessiva” das personalidades extremas só é possível por causa da seleção negativa das mesmas pelas populações humanas. Mas como muitos estudos tem demonstrado, vários genes de todas as personalidades extremas são selecionados sem ser necessário que o portador de todo fenótipo tenha que acasalar igual um coelho, é por seleção indireta.

É importante frisar que a teoria do polimorfismo não é ”minha teoria” mas foi desenvolvida por Marian Annett (Right Shift Theory).

http://serpentfd.org/a/annett1985.html

As minhas observações e inovações partem da minha vontade de explicar quais são os mecanismos gerais que sustentam o polimorfismo. Este texto está sugerindo que todos os seres humanos carregam alguma variante genética consideravelmente reduzida de ao menos uma das personalidades extremas e que como Annett sugeriu há 3 décadas atrás, uma parte da população humana seria heterozigota e portanto portadora ponderada das variantes que produzem todas as minorias cognitivas, comportamentais e psicológicas da espécie humana. Isto funcionaria basicamente como um retro alimentador, onde todos (ou quase todos) os portadores das condições sindrômicas nascem dos heterozigotos enquanto que todos ou quase todos os heterozigotos nascem de pessoas ”comuns” que carregam variantes em quantidade significativamente menor.

Para bom entendedor, todo louco nasce de um meio-louco e todo meio-louco nasce de um ”normal”. Capisce!

 

 

 

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