Criatividade não é o resultado de uma obra, é o próprio pensamento…

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…, a criatividade nasce quando o pensamento é feito, desde os seus primeiros estágios de composição, desde a primeira faísca, desde a primeira eureka. Todos nós podemos ter pensamentos criativos, mas poucos serão capazes de terem pensamentos de alta qualidade e de alta intensidade. Estes dois componentes quando combinados denominam o pensamento do gênio criativo. Quando a criatividade se dá em alta qualidade mas baixa intensidade e portanto baixo risco de irracionalidade ideacional, é característico de pessoas altamente inteligentes mas sem a chama divina da loucura para além de sofisticar, também transcender toda a ordem conhecida. É erroneamente estabelecido pela mídia popular que a criatividade não tem uma base genética e que a mesma em seu próprio conceito é o resultado do esforço intelectual mas não o princípio do esforço. Hoje, assim como se suspeitava desde a milênios, já se sabe que existe uma relação similar entre os mesmos mecanismos que provocam a loucura e a criatividade. A criatividade seria como uma loucura controlada ou organizada. Portanto, se e a criatividade é um estilo de pensamento e se do pensamento todas as ações e ideações humanas são originadas, a mesma não pode se limitar somente a este tipo de caracterização. Do nosso pensamento se faz a nossa personalidade e portanto todo aquele dotado de grande potencial criativo, o será não somente durante o surto controlado de loucura, mas também durante boa parte de sua existência diária. A personalidade criativa, recentemente estabelecida pela psicologia científica, demonstra que alguém dotado de elevada criatividade tem em si mesmo, o caos organizado, caracterizado pela presença de traços díspares como extroversão e introversão, tendências depressivas e megalomaníacas (durante o período de extrema alegria), tendencias extremamente empáticas e anti-sociais, comportamentos obsessivos, tipicamente autistas e fortes tendências psicóticas ou esquizóides etc.

O gênio criativo que é aquele dotado de extremamente alto nível de criatividade, tenderá a levar uma vida transcendente em que os velhos pressupostos sociais serão analisados como normas de condicionamento totalmente incompatíveis com a criação criativa, que não se dará somente por meio da obra acabada mediante esforço criativo, mas também em todos os aspectos da vida. A psicose controlada trabalhará negativamente para o respeito cotidiano de normais sociais visto que não é criativo repetir o mesmo tipo de comportamento ao longo da vida, se é possível fazê-lo de múltiplas maneiras distintas e novas. A centelha fundamental da criatividade é o pensamento divergente. Este se origina da fluidez cerebral das pessoas criativas, visto que durante a formação de seus pensamentos, múltiplas ideias surgem, mediante a incapacidade destas mentes em suprimir o ”excesso” de informações que  captam. Em pessoas ‘não criativas’ ou em um nível normal de criatividade, seus cérebros são dotados de ferramentas aptas para responder eficazmente e de maneira específica aos diversos contextos dos quais lhe serão ”apresentados” pelas circunstâncias cotidianas. O filtro de informação nestas pessoas, trabalhará portanto para enfatizar de maneira consistente somente ou especialmente as microinformações mais pertinentes que possam contribuir para a resolução de problemas imediatos ( o futuro por si só já é um problema) enquanto que o mesmo não acontecerá durante o pensamento criativo natural, onde imediatamente que se estiver diante de um acontecimento, que mais de uma ideia surgirá e mesmo que a ideia mais racional seja a escolhida, não se fará por ênfase mentalmente condicionada. O pensamento criativo é mais rápido e abrangente ao promover a idealização de múltiplas possibilidades porém também é mais lento, porque tenderá a ter mais tempo para a observação destas ideias.
A conclusão deste texto é a de que a criatividade ao contrário do mito popular, não pode ser somente a obra acabada do gênio, mas é justamente a sua biologia cognitiva que torna possível a sua capacidade para produzir excepcional trabalho. Obsessão, ao estilo autista, atenta aos detalhes e fortemente compenetrada é entendida ou tem sido denominada como ”perseverança”, o que não deixa de ter alguma lógica, ainda que não seja a maneira mais correta de definir este traço quando presente na subpopulação criativa.
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