Inteligência multidimensional, energia cerebral, simetria e plasticidade parte 3

 

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Um paradoxo interessante desta teoria é a de que cérebros mais simétricos tenderão a resultar em aptidões cognitivas assimétricas e vice-versa. A maioria dos seres humanos tem cérebros assimétricos com forte tendência de dominância para o lado esquerdo do cérebro. Pessoas com cérebros simétricos tenderão a exibir maior diferença entre suas aptidões em compasso com seus déficits e com certeza que este fator pode dar em resultados deprimidos em testes tradicionais de inteligência, tornando o diagnóstico final incorreto sobre a real condição cognitiva deste tipo, onde muito provavelmente o rótulo de ”na média” ou ”inteligência normal” por exemplo, se torne uma grande possibilidade estatística. No entanto, isso não significará que estas pessoas são menos inteligentes, porque a inteligência, especialmente a inteligência assimétrica não é possível de ser medida totalmente por testes cognitivos convergentes e simétricos.

A  alta inteligência como um ”transtorno de personalidade” ou ”transcendência genética da personalidade coletiva, passiva, apática e apta para se adaptar à ordem social vigente”
Provavelmente uma das primeiras impressões que as pessoas medianamente inteligentes, especialmente as técnico-convergentes, tem em relação aos teus pares mais espertos é a de parcial a completa falta de conectividade sócio-cultural destes em comparação ao senso comum estabelecido. Um behaviorista poderia interpretar este sinal como ”por causa das circunstâncias” essas pessoas ”se tornaram distintas” das demais. Um galtonista usaria testes de qi para tentar entender isso, no entanto, é sabido que a maioria dos altos qis, que geralmente exibem inteligência técnico-convergente entre 130-150, tendem a ser ainda mais ”normais” em comportamento do que os seus pares menos qi-inteligentes, ou seja, eles são os famosos ”nerds”, alunos excelentes nas escolas convencionais, também conhecidos por exibirem personalidade apática e ótima saúde mental, em contraste com grande parte dos maiores gênios conhecidos da humanidade.
Portanto, a simples conclusão de que o qi é o único e fundamental medidor de inteligência é errada a partir do momento que não leva em consideração as diferenças individuais, que são uma realidade muito evidente entre a minoria de seres humanos com cérebros simétricos.
Os testes de qi apresentam grande aceitação em alguns meios altamente inteligentes de cientistas cognitivos, especialmente aqueles que estão relacionados com o fenômeno da comunidade HBD. Os mesmos, de fato, são bons em medir somente determinados tipos de inteligência, especialmente aquelas com características de assimetria morfológica (e portanto concentração de habilidades especialmente em algumas regiões do cérebro), inteligência predominantemente técnica (habilidade em aprender e realizar funções repetitivas) e convergente ou convencional (a mesma realidade que a inteligência técnica, no entanto com a diferença em relação a ênfase conceitual desta na capacidade de entender e aprender conhecimentos já existentes, ou seja, ”aprender” como se faz um determinada função mas sem grande capacidade de inovação).  Não por coincidência que este tipo é predominante entre os seres humanos.
A aleatoriedade de dominância cerebral tende a resultar em uma loteria de distribuição de habilidades, observadas pela própria morfologia do cérebro. Como resultado, enquanto as pessoas assimetricalmente cerebrais apresentam maior facilidade para exercer suas funções cognitivas porque estas encontram-se mais ativamente concentradas em algumas partes mais específicas do cérebro, aquelas com simetria cerebral, ou seja, os lados do cérebro mais iguais em tamanho, tenderão a exibir combinações incomuns de suas funções que se encontrarão mais igualmente distribuídas pelo cérebro.
A ideia cada vez mais aceita de que o comportamento é fortemente influenciado pela morfologia cerebral se encaixa nesta parte deste trabalho, porque a personalidade, uma combinação de traços comportamentais, com certeza que será influenciado também pela mesma.
Pessoas com cérebros assimétricos e predominantemente destras tendem a fazer sociedades coletivistas, religiosas e xenófobas, não por razões culturais, históricas ou políticas, estas que são o resultado e não a causa disto, mas justamente por suas características neuro-fisiológicas, que resultam na manifestação pela cultura, de seu fenótipo alargado de personalidade.
Não deve ser a toa também que a esquerda cultural dá tanta ênfase em individualismo e diversidade, eles não fazem isso somente por causa de algumas razões ambientais como política ou planos de conspiração, mas porque suas naturezas complexas pedem isso.
A aleatoriedade genética que resulta em alguns traços minoritários humanos como o canhotismo e o homossexualismo, tem um preço alto para uma parte da população afetada, porque uma maior combinação incomum de traços tendem a resultar em maior carga de mutação e aí teremos desde o céu até o inferno como resposta. Enquanto estes traços podem deprimir a saúde mental, bem como as habilidades técnico-convergentes, extremamente solicitadas em nossas sociedades, por outro lado, também existirão aqueles tipos que se beneficiarão consideravelmente visto que continuarão a ter alguma saúde geral, mental a física, bem como apresentarão melhorias significativas em algumas de suas funções cognitivas. Também teremos outro tipo de fenótipo que resultará em algum ”enfraquecimento” da saúde mental, mas sem enormes encargos, juntamente com uma melhoria da inteligência perceptiva, visto que estas pessoas herdarão as habilidades intuito-instintivas que um pouco de loucura tende a provocar e com isto uma melhoria da energia cerebral, um cérebro trabalhando como se fosse dois.
Se o que somos está cravado em nossos genes, então personalidades complexas, típicas de pessoas altamente inteligentes e criativas, é resultado de combinações incomuns de traços genéticos, ainda no útero, que resulta em fenótipos igualmente incomuns, raros.
Portanto, se a inteligência elevada é uma forma de transtorno de personalidade socio-dissociativo, especialmente para os patófilos de alcova que encontramos na psicologia, então os verdadeiramente inteligentes e não somente os famosos altos qis apáticos, devem por obrigação lógica, exibir personalidades complexas que são nada mais nada menos que a manifestação de suas naturezas ricas, incomuns e frágeis. Pensemos nessas pessoas como espécies exóticas de plantas, extremamente sensíveis ao ambiente ou complexos mecanismos de dependência e confluência de sobrevivência no reino animal, como as muitas cadeias alimentares.
Cérebros simétricos são mais sensíveis ao ambiente e portanto mais flexíveis, ao passo que cérebros mais assimétricos são o oposto. Sociedades predominantemente ‘cérebro-assimétricas’ são conservadores por natureza enquanto que as sociedades ou com uma minoria importante de cérebros simétricos ou com esta minoria como a elite intelectual-cultural e científica da mesma estará em constante mudança e movimento e tende a ser liberal e individualista. Serão mais complexas mas também poderão ser mais pacíficas, até o momento de quebra do equilíbrio homogêneo, de pessoas genotipicamente relacionadas (da mesma etnia ou raça) para pessoas não geneticamente relacionadas e predominantemente cérebros assimétricos, destras e conservadores, fenômeno que se observa agora em todo mundo ocidental.
Sociedades conservadores tendem a ser tribalistas, porque dá-se ênfase ao genótipo mais do que o fenótipo, o exato oposto acontece com sociedades liberais, onde as pessoas buscam filiação com pessoas fenotipicamente relacionadas ( mesmos interesses, personalidade, inteligência).
As pessoas com cérebros incomuns tenderão a ser mais livres pensadores, porque os seus cérebros, ou mais frágeis ou mais plásticos, tenderão a cambiar consideravelmente mais em pontos de vista do que outros grupos. Parece cada vez mais óbvio que a plasticidade cerebral tem um efeito significativo não somente na inteligência mas também em diversos outros aspectos, de natureza social, política e cultural.
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