Inteligência multidimensional- energia cerebral (hiperfoco) parte 2

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A óbvia vitória, ainda parcial dos galtonistas deterministas, retomou a ideia de que a inteligência pode ser medida exclusivamente por testes cognitivos ou de testes de qi. Inúmeras correlações entre os resultados individuais de testes de qi e resultados sociais, econômicos e comportamentais tem sido encontrados. No entanto, é cedo demais para determiná-los como parâmetros do que é ser inteligente. Apesar do trabalho de desnormatização das sociedades ocidentais implementadas por inúmeros cientistas a partir do século XX, ainda assim, persiste e muito provavelmente continuará a persistir nessas sociedades a ideia dualista e quase sempre tendenciosa de determinar aquilo que é ”normal” e o que não é ”normal” segundo as suas próprias visões individuais e não somente segundo a visão racional e portanto impessoal e imparcial. Pode-se concluir que as culturas humanas são o resultado de um ”consenso” de uma maioria em projetar o seu fenótipo biológico como a norma a ser cumprida por coerção ou chantagem, forçando aqueles que destoam do mesmo, a buscarem maneiras de se ”adaptar” a essa realidade. Em outras palavras, basicamente existe como um princípio fundamental das modernas sociedades humanas baseadas em larga rede de cooperação altruísta, uma também larga rede de genes-espelho responsáveis por determinar a cultura e normas sociais que DEVEM ser seguidas pelos demais. Se na natureza, os predadores são em geral, mais inteligentes e em menor número que as presas,então poderíamos correlacionar fracamente que também na fauna humana o mesmo processo pode acontecer. No entanto, devido à complexidade e exoticidade humanas, não é possível sugerirmos a ideia de que sempre as minorias terão um papel predatório enquanto a maioria terá o papel de presa, visto que como foi dito acima, as culturas humanas são projetadas para as combinações de fenótipos comportamentais majoritárias das populações e este fenômeno tem interagido de maneira opressora e até mesmo predatória em relação aos grupos minoritários, portanto revertendo completamente a lógica vigente no reino animal.

Energia cerebral
Este trabalho tem como cerne principal sugerir alguns aspectos biológicos e não estatísticos (como os testes de inteligência) que aparecem como características predominantes encontradas na maio parte do grupo em discussão, ou seja, as pessoas altamente talentosas. Um dos traços aqui entendidos como um dos mais importantes para determinar a capacidade cognitiva de uma pessoa independente de seus resultados de qi (estes, servindo como um componente posterior durante o trabalho individual investigativo, que busca medir a inteligência) é a ENERGIA CEREBRAL ou PODER CEREBRAL.
As pessoas mais inteligentes precisam indubitavelmente exibir esta característica, visto que ela é fundamental para a criatividade. Quanto maior é a energia cerebral de uma pessoa maior será a sua inteligência E criatividade, porque ela usará mais do seu tempo hábil para pensar sobre suas ideias. Pode-se exemplificar metaforicamente este processo da seguinte maneira, quanto mais tempo uma pessoa hipotética fixa o seu olhar em um objeto qualquer, mais detalhes deste objeto ela notará. A fixação é um traço fundamental para a criação, visto que com ela, a visão do criador torna-se ainda mais aguçada e quanto mais aguçada é, mais perfeccionista e detalhista será. Este tipo de habilidade é extremamente comum em pessoas portadoras de distintas composições neurológicas como o autismo e a dislexia. São as chamadas ”dis-habilidades” que sacrificam alguns componentes da inteligência geral, mas pode melhorar significativamente outros aspectos. A maioria dos autistas de auto funcionamento e aspergers bem como uma boa parte dos disléxicos tendem a exibir inteligência mediana segundo os testes de qi, mas é evidente que especialmente o primeiro grupo, como já tem sido observado, exibe uma melhoria significativa de determinadas habilidades cognitivas específicas em comparação a grupos não-afetados de controle. Como resultado, pode-se concluir que os testes clássicos de inteligência podem ter um papel insatisfatório nos diagnósticos verdadeiramente condizentes com a condição hierárquico-cognitivo do paciente ou pessoa de interesse. No caso dos disléxicos, é possível encontrar extremos de habilidades não-verbais, melhoradas por causa da diminuição do tamanho de áreas do cérebro responsáveis pelas habilidades verbais e linguísticas em detrimento das áreas responsáveis pelo processo não-verbal. Não somente entre pessoas neuro-singulares que esta fenomenologia pode ser encontrada, visto que é muito comum nas universidades encontrarmos diferenças de habilidades específicas, mais gerais, entre os estudantes de diferentes áreas, como no caso daqueles das humanidades em comparação aos de exatas. É fato que muitos deles terão elevada inteligência técnica geral, mas muitos dos mais brilhantes, tenderão a exibir uma concentração assimétrica de habilidades em alguns componentes específicos de inteligência. Estes, imbuídos de seus talentos como especialistas cognitivos, fixarão suas atividades intelectuais naquilo que são melhores e bem mais do que os altos-qis técnico-gerais, tenderão a adentrar muito mais significativamente no assunto de ”escolha”.
As pessoas mais inteligentes independente de seu estilo cognitivo, tenderão a ser mais cerebralmente enérgicos, popularmente denominadas de workaholics ou brainiacs, ou seja, grupo de pessoas que estão constantemente pensando profundamente sobre diversos assuntos de natureza intelectual e ou científica, mantendo suas ideias frescas na cabeça, enquanto que a maioria das pessoas tendem a depositá-las em seus ”sótãos mentais” visto que estes tipos de assuntos ou objetos não apresentam significativo interesse direto pra eles, são somente meios para conseguirem emergir para uma finalidade, como aqueles que estudam somente como preparação para determinados concursos, em palavras brutas, estudam para ganhar mais dinheiro, o conhecimento é perseguido para elevar o status sócio-econômico e não somente pelo prazer de adquiri-lo.
Os mais energicamente cerebrais provavelmente tenderão a apresentar cérebros mais simétricos, por causa da grande troca de informações entre os dois lados principais do cérebro, maior corpus caloso, mais neurônios e poderão estar mais predispostos a seres canhotos e ambi destros do que as pessoas menos cerebrais. Psicopatas, autistas, portadores de inúmeros ‘transtornos mentais’ como bipolaridade, ‘distúrbios’ de personalidade tenderão a se encaixar neste grupo. Todos eles tenderão a apresentar cérebros energicamente mais ligados e ativos e de acordo com cada condição resultará em redução de aptidões específicas bem como a melhoria de outras, justamente partindo do princípio de que, em um determinado ponto, em que o equilíbrio cognitivo está quebrado, a redução de alguma aptidão pode resultar na melhoria, até mesmo significativa de outra.
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