O equívoco da educação

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Por que temos ao redor do mundo um grupo heterogêneo de crianças sentadas em direção ao professor, em uma sala, para estudar e aprender, uma boa parte de questões das quais elas esquecerão imediatamente após a prova?

Se vc perguntasse para boa parte de adultos brasileiros, americanos, suecos ou chineses o que eles  se lembram do que estudaram durante os seus respectivos tempos de escola, uma boa parte deles responderia categoricamente, MUITO POUCO.
Com esta muito provável constatação, especialmente se pesquisas de igual natureza forem realizadas em um futuro hipotético, inicio os trabalhos para dissecar resumidamente o equívoco moderno da educação e a crença praticamente religiosa de que a mesma tem um papel relevante na vida intelectual de boa parte das pessoas.
Igualdade
O primeiro grande problema do qual grande parte do ensino escolar se galga quase que fundamentalmente. é a tola crença de que ”todos somos iguais”. Com certeza que esta ideia é absurda, visto que é estupidamente possível de se notar que não é possível de ser verdade. Mas, pode ter certeza de que boa parte dos professores acreditam nisso. E mais, eles também acreditam que tenham poderes superiores de persuasão, a ponto de transformar lixo em luxo. Os seres humanos se destacam no reino animal exatamente por causa de suas naturezas personalizadas, por causa de seus graus de diversidade fenotípica e isto explica boa parte de nossa capacidade de sobreviver, sem sermos armas biológicas mortíferas. Mas no reino mágico do sistema escolar, Darwin não existe, só Lamarck. Mediante toda a estrutura fundamental de crenças e ações dos ”especialistas” em escola, todos nós nascemos com iguais capacidades e a escola deve servir como um laboratório que de maneira pedante irá trabalhar neste desenvolvimento coletivo. No entanto, primeiro, não nascemos com iguais condições e isto varia enormemente, alguns nascem cegos, outros surdos, outros com deficiência mental severa. Mesmo que para estes tipos de outliers, isto fosse uma verdade (e é), ainda assim, ao fazer a afirmação ”somos todos iguais”, os especialistas em educação estariam desprezando que algumas pessoas nascem em situações cognitivamente desfavoráveis e pior de tudo isso, eles o fazem. Mas para aceitar que outros, podem nascer ”normais” mas igualmente falhos em ampliar o intelecto, é um pulo. Pena que professores não saibam pular. Pois sim, estando em uma classe sem crianças ”especiais”, é possível notar que, existem diferenças entre elas e isto em hipótese alguma deveria ser desprezado, mas não. O currículo escolar baseia-se também na ideia de ”igualdade de condições”. Todos devem começar do zero para que possam ”competir” de igual para a linha de chegada. Esta ideia é louvável mas sua aplicabilidade, mais uma vez, é equivocada, especialmente durante o seu processo. Apesar de sabermos que não existe essa de ”todos devem começar do zero”, porque os mais inteligentes sempre tenderão a começar do 3 ou 5 enquanto que os menos inteligentes, estarão no negativo, a ideia de igualdade de condições se perpetua, no desprezo pela potencialidade individual e de subgrupos e pela similaridade das matérias, da aplicabilidade do currículo e da ênfase em alcançar resultados ”iguais” seguindo o mesmo caminho traçado. Mais uma vez a metáfora, uma corrida de intelecto seria muito mais como uma corrida maluca, onde não existiria uma, mas várias linhas de chegada e em diferentes distâncias. Os mais estúpidos, correriam menos, os mais contextualmente inteligentes, correriam muito mais e os discrepantemente inteligentes correriam por fora do traçado de igualdade idealizado.
Mas para mentes pequenas e confortáveis, imaginar este novo mundo de possibilidades está perto do impossível.
O currículo escolar ao se basear na suposta igualdade humana, também prevê que o caminho para o sucesso será sempre o mesmo, passar por baterias uniformizadas de seleção onde parte-se do pressuposto de que somente um estilo cognitivo é aceitável de se estimular e portanto, ou, não existe diversidade de estilos cognitivos ou não são relevantes. Em outras palavras, as crianças, adolescentes e adultos que não apresentam as condições cognitivas e psicológicas ideais para serem contextualmente reconhecidos como capazes, são convencidos de que não são inteligentes porque suas mentes não foram programadas para atender às demandas cognitivamente uniformizadas do currículo escolar.
A escola, o ”santuário” do nerd
Pessoas com elevada inteligência fator g ou com QIs mais altos, são aquelas que conseguem adquirir com eficácia e rapidez qualquer tipo de conhecimento. Estes são por excelência os memorizadores superficiais e pragmáticos. Para que este estilo se torne possível, é necessário que haja o encaixe com uma personalidade simples, pragmática ou pouco influenciada pelo ambiente. Nerds são conhecidos por suas tendências à ponderação, calma e racionalidade. A maioria dos nerds são destituídos de hiper sensibilidade, ainda que muitos deles a terão. Este tipo será aquele que será considerado por todos como o gênio da classe, o aluno nota 10. Outro traço comumente encontrado neste grupo será a conformidade, justamente derivada do pragmatismo.
Genialidade não se resume somente ou especialmente à elevada inteligência, até porque a própria ideia de inteligência é multidimensional e portanto não se resume somente a pontuações simetricamente altas de qi ou na escola. No entanto,  esta é uma das muitas certezas equivocadas perpetuadas pelo antro que é o ensino escolar.
Ao dar a devida atenção ao aluno aparentemente ou contextualmente inteligente (especialmente se ele demonstrar interesse consistente e constante, o nerd comunicativo e opinativo) e ao se desprezar todo o resto, o professor estará `inculcando` na mente das crianças distintamente talentosas, mas pouco participativas, de que elas não são suficientemente espertas em comparação ao tagarela de óculos de garrafa. Eu poderia resumir este trecho como, todo o professor deve ter ao menos um pouco de conhecimento, real e aplicável, de psicologia.
A maioria das crianças com tdah dentre outras singularidades neuro-comportamentais estão sendo deixadas de lado, mediante suas incapacidades naturais de seguir o rebanho da escola, o que com certeza é algo grave de se notar e comentar. A maior parte das pessoas que são criativamente talentosas pertencem a este grupo de irreconciliavelmente distantes do estilo cognitivo (fator g) que a escola tanto preza. Portanto, é basicamente o mesmo que dizer ”escola e criatividade são antônimas naturais”, especialmente esta escola hegemônica.
Igualdade e a pressão desnecessária para o menos inteligente
Enquanto a escola despreza as diferenças de talento entre os mais inteligentes e valoriza somente os memorizadores superficiais com alto qi e fator g, ao mesmo tempo, ela também está desprezando os limites que os menos inteligentes apresentam forçando-os a trabalhar além de suas condições. A escola se torna o lugar onde grande parte das crianças detestam, porque gente tola martela em suas cabeças, crenças ideológicas que pregam tanto a ”infinita plasticidade do ser humano” quanto a ”igualdade de condições.. biológicas”, ambas inexistentes.
O menos inteligente e sua família são convencidos de que a escola é a fórmula mágica para se tornar inteligente, quando na verdade, são os genes que determinam nossas capacidades. O sistema escolar, acaso fosse projetado para funcionar adequadamente, realmente visando modelar a sociedade de maneira coesa e harmônica, não só não suprimiria os estilos cognitivos divergentes e especialmente a criatividade, como também não venderia fantasias irracionais para os menos capazes, mas seria honesta e objetiva com relação a isso.
Em todas as sociedades humanas é importante que existam pessoas das mais diversas ordens e naturezas, especialmente com relação a níveis. Os menos capazes funcionam como peças que em grande número atuam como a base que sustenta as sociedades. Sem eles não teremos serviços essenciais que por exemplo, ajudam na distribuição e fornecimento dos alimentos que abastecem as cidades. Pressionar um aluno de qi 87 para que ele consiga ”seguir” a média, que é de qi 97, é contraproducente, cruel e estúpido. O certo é, se este é o seu nível, então que se ensine as matérias mediante a sua capacidade de aprender. Se um aluno só é capaz de aprender quanto é 2 e 2, então que este aprendizado seja o mais prático, comparável com o seu dia a dia e objetivo possível. Transforme este 2 mais 2 em algo a mais do que simplesmente uma conta muito básica de aritmética. Mas não diga a ele que é capaz daquilo que não, é sarcástico e cruel demais.
Gênios odeiam a escola
Uma das observações que tenho tirado mediante o meu mergulho obsessivo na psicologia cognitiva é a de que, muito provavelmente, uma boa parte dos gênios atualmente, se localizariam no grupo de ”duas vezes excepcional”, alguém com uma suposta deficiência (em grande, subjetiva e baseada em julgamento pessoal ou de perspectiva tendenciosa ou não-neutra) combinado com habilidades muito acima da média. O perfil cognitivo do gênio habitual geralmente é a de inteligência assimétrica, seja um qi verbal alto em comparação ao performance, seja um qi espacial maior que o verbal, seja maiores habilidades matemáticas, sinestesia, dislexia, enfim.. E faz sentido, visto que essa assimetria cognitiva justifica a obsessão e especialização do gênio em determinadas tarefas das quais ele será muito acima da média. Paixão é aquilo que define e diferencia o gênio do inteligente alto qi fator g e este quesito não está no currículo escolar que não visa competir de igualdade com os centros acadêmicos, mas modelar de maneira equivocada os possíveis ocupantes das cadeiras acadêmicas. O processo de sofisticação da sociedade, criada pelos gênios, também é o processo de supressão por parte  desta sociedade e dos seus mantenedores direcionada em relação aos seus próprios criadores, ou seja, quando a criatura se volta contra o seu criador. Em sociedades salpicadas de regulamentos, a genialidade que é um estilo cognitivo inconstante, tempestuoso e intuitivo, é suprimido pelas certezas mundanas e de pequeno porte, tornando os saltos de consciência e desenvolvimento intelectual dos gênios uma impossibilidade, visto que as pessoas que mantém estes sistemas não são suficientemente apaixonadas e corajosas para buscar estas mudanças.
E isto começa de maneira visceral na escola, que suprime estas atitudes. Gênios desde o início, desenvolvem sentimentos negativos em relação à escola, a consideram chata, monótona, seja por causa do currículo massificante seja pela tentativa pedante do regime escolar em buscar a socialização do seu corpo discente. Gênios que seriam principalmente do tipo ”psicótico+ autista” e graus moderados porém consistentes de autismo de alto funcionamento e asperger, desde a tenra idade, desenvolvem obsessões específicas (apesar de existirem gênios ”completos”, ainda assim, eles representam uma minoria dentro da já minoritária população de excepcionalmente talentosos), estas que trabalham contra o modelo curricular da escola que visa a multi-experimentação superficial e intelectual isto quer dizer, o resumido ”aprendizado” sobre todas as matérias do conhecimento humano. De fato, eu acredito que seja importante haver um cerne fundamental que possa direcionar a maior parte da população não-excepcional, para que esta possa ocupar os seus campos de trabalho. O que falta para estes, a maioria, é um direcionamento direto desde a escola até a faculdade ou ao ensino técnico, uma compreensão individualizada e realista dos alunos, para que este possa ser encaixado da melhor maneira possível naquilo que está mais predisposto a fazer. No entanto, o principal problema da educação é que ela raramente se baseia em concessões sistemáticas de desenvolvimentos curriculares especificados para grupos discrepantes, sejam eles os excepcionalmente talentosos (duas vezes excepcional), seja aqueles que não conseguirão acompanhar a média de rendimento da classe por razões puramente biológicas, tudo é imposto, de cima pra baixo, sem direito sequer à reclamações.
O fator socialização é outra clássica queixa dos excepcionalmente talentosos (bem como dos triviais alto qi-fator g ou nerds). Enquanto o nerd tende a se conformar com a sua posição de escrutínio por boa parte dos outros alunos, provavelmente resultado de seus baixos valores de testosterona, os excepcionalmente talentosos variam mais em suas respostas quanto ao ambiente asmático de socialização, imposta pela sociedade, como uma crença para o melhor meio de ”levar a vida”, desde o seu berço. E muitos deles lutarão de diferentes maneiras contra esta estúpida e constante tendência coletiva humana. Portanto, o problema para o direcionamento correto de talentos em direções corretas começa a partir do momento em que estes, de diferentes grandezas, são colocados na mesma classe. Inveja, ódio e tribalismo cognitivo caminharão pra serem as tônicas deste ambiente. Excepcionalmente talentosos também tenderão a ser altamente sensíveis às intempéries ambientais e se o ambiente se mostrar negativo a eles, estes caminharão para suas respectivas decadências ao serem expostos à estupidez humana, a paisagem comum existencial de nossa coletividade, desde cedo. Não veremos talentos lapidados, mas pedras brutas jogadas no lixo das drogas, da depressão precoce etc.
 A ideia de ”integração” por exemplo, promove algumas considerações tolas de gente tola, tal como ”um ambiente saudável para uma criança ou adolescente deve basear-se na socialização”. É claro que os dementes que pensaram nisso, não devem ter imaginado a enorme diversidade de tipos entre os indivíduos, incluindo aqueles que preferem socializar pouco. Mas o martelo da igualdade nos diz que todos nós temos de acatar estas regras, bem, porque basicamente elas consistem na verdade racional, uma besteira. A verdade racional não é a de que os seres humanos são ”infinitamente plásticos” e o tímido pode se tornar um Don Juan da noite para o noite,  do dia para a noite. É a de que não somos capazes de superar nossos limites, bem, porque se fôssemos, então não os teríamos, para princípio de conversa. O tímido sempre será tímido, porque esta é sua natureza, sua essência. Ele pode aprender a controlar certos aspectos mais incapacitantes de sua condição, pode aprender maneiras não-verbais e verbais de socialização, como por exemplo, evitar o hiper criticismo, mas em seu interior ele permanecerá a ser o que os seus genes prescreveram e isso não é ruim e não pode ser considerado como tal. A infinita plasticidade dos iluministas não é possível de ser e assim como sujeitar pessoas de baixa inteligência para acompanhar a média é uma opressão desnecessária e torpe, o mesmo pode ser dito sobre a personalidade. Acabar com este discurso e parar de vender promessas aos menos inteligentes é um dos pontos quentes, não só para serem considerados como também pra serem imediatamente acatados.
Portanto a ”socialização” deve ser reconsiderada, primeiro, mediante a distribuição aleatória de grupos cognitivamente e psicologicamente discrepantes pelas classes e segundo, mediante a sua aplicação obrigatória como uma maneira generalizada de pensar como ”eu acho que assim é melhor porque eu prefiro assim”.
Escolas específicas
Se os grupos distintos não conseguem se entender, então é estupidamente conclusivo que eles sejam separados, visto que não se relacionam bem, não se relacionarão bem em momento algum. Grupos altamente inteligentes devem estar em suas próprias escolas, separadas dos grupos médios e estes separados dos estúpidos. Este processo deve se dar desde o início, se algo não dá certo e são evidentes as suas causas então não devemos forçar ou continuar a forçar qualquer coisa, nada de bom disto irá sair. Ao remodelar estas divisões estruturais, também estaremos negando o dogma da igualdade, nada de errado quanto a isso. No mais, em todas as escolas, possíveis talentos devem ser encontrados e trabalhados, não somente para o intelecto científico ou da criatividade, mas também de quaisquer outras habilidades acima da média como no esporte ou em tipos criativos mais físicos como habilidade para dança.
Incentivos específicos e individualizados, especialmente aos excepcionalmente talentosos
O currículo escolar deve deixar de lado a sua pasmaceira metodológica, mesmos livros, mesmos métodos de memorização superficial e desenvolver maneiras muito mais diversificadas para lidar, especialmente, com os tipos talentosos. Estes, mediante suas necessidades específicas como maior sensibilidade emocional, merecem dedicação especializada. É necessário que continuem a ver todas as matérias, que normalmente são mostradas na escola, mas sua ênfase deve ser direcionada naquilo que são melhores.
Especialização técnica para os menos inteligentes
Os menos inteligentes não devem perder tempo de suas vidas tentando refletir a filosofia ou fazendo contas difíceis. Eles não nasceram pra isso e quanto mais forçar, mais desconectados da escola eles se encontrarão e isto gera alienação.
O currículo deve ser simples e enfatizar no básico e no dia a dia. Uma junta de profissionais da educação e da psicologia devem buscar identificar individualmente quais são os perfis de trabalho destas pessoas, para que desde cedo, elas comecem a se acostumar com as tarefas que irão executar bem como, deixando de lado as ilusões de igualdade com os seus pares mais inteligentes, agora separados por escola.
A conclusão deste resumo em relação à educação, é que ela se baseia em princípios completamente errados de igualdade e deles, uma cadeia de equívocos são cometidos, ocasionando uma série de problemas de longo prazo, para os grupos não-excepcionais, mas especialmente, em relação aos excepcionalmente talentosos e isto reverbera consideravelmente na saúde das nações.
Todo o projeto escolar deve ser substituído, as escolas devem ser divididas em categorias cognitivamente distintas, estilos cognitivos devem ser valorizados e os currículos escolares devem basear-se nesta diversidade, dando atenção qualitativa especial aos tipos talentosos, aos tipos menos inteligentes o currículo deve ser menos enfeitado possível, sem matérias ou níveis muito acima da realidade intelectual do publico alvo.
Em resumo deste resumo sobre a situação da educação, praticamente tudo deve ser mudado e livros de Paulo Freire devem ser usados para outras coisas, mais pertinentes como lenha para dias frios no sul da país.
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